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Formula 1: Por 24 milésimos o plano “F” da Ferrari, não foi um “fracasso”.

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Em mais um “sunday drive”, Hamilton sobrou na pista e por muito pouco não conseguiu o ponto extra, melhor para a Formula 1, que veria a equipe mais tradicional do grid, passar por mais um momento constrangedor.

Opinião Regii Silva:

Ao final da corrida, perguntado pela repórter da TV Globo, Mariana Becker, o motivo da Ferrai tê-lo chamado a apenas duas voltas do final, para colocar os pneus macios e com isso tentar o ponto extra pela volta mais rápida, a resposta foi absurda, não sei se partiu dele, ou se realmente a equipe chegou a cogitar algo tão inacreditável. Vettel disse que a Ferrari esperou até o último momento para chama-lo, para que Verstappen não tivesse a chance de fazer o mesmo.

A troco de quê, Verstappen que naquele momento, com a quarta posição na corrida, estava marcando 12 pontos, e vinha 8 segundos à frente de Vettel, iria parar, voltar 12 segundos atrás de Vettel, marcando apenas 10 pontos e mais o ponto extra, se conseguisse a volta rápida, ficando após toda essa manobra com um ponto amenos do que o que já tinha?

A resposta de Vettel mostra bem o estado atual de coisas na Ferrari, tenha partido dele, ou da equipe essa explicação, o fato é que, nem piloto, nem equipe, consegue respostas para si mesmos sobre o que aconteceu em Paul Ricard.

O rendimento da Ferrari, sobre tudo a de Vettel, foi suficiente apenas para se livrar das duas McLarens e mais nada. Tendo novamente a RBR de Verstappen como parâmetro, ao passar por Carlos Sainz, Vettel se manteve 6 segundos atrás do Holandês até a parada de ambos, após a troca, Vettel voltou 5.4 segundos atrás da RBR, a diferença só aumentou daí para a frente, Vettel não tinha ritmo para se aproximar de Verstappen, mesmo com a Ferrari tendo maior velocidade de reta e ambos com os mesmos compostos de pneus, o que deixa nítida a deficiência do carro Italiano nas partes mais sinuosas do circuito.

Curiosamente a Ferrari de Leclerc, se não era mais rápida que a Mercedes de Bottas, após as paradas, nas últimas voltas passou a render mais, a ponto de o Monegasco chegar a estar a apenas 6 décimos na última volta.

Toda a capitalização da escuderia Italiana, após o ocorrido em Montreal, e maquiado um erro de Vettel, não o da manobra de volta à pista, mas o erro de não conseguir se manter na pista quando estava sendo pressionado. A punição, a troca de placas, a cara feia no pódio, tudo isso somou a favor da equipe Italiana, e isso tirou o foco sobre mais uma atuação lamentável de Vettel e de outro erro de estratégia com Leclerc.

Na França, a “normalidade” voltou e por muito, mas muito pouco, a Ferrari não passou pelo maior vexame dos últimos anos, apenas 24 milésimos de segundo, foi essa a diferença entre as voltas mais rápidas de Lewis Hamilton, conquistada na última volta, com os pneus duros, desgastados e cheios de bolha, para a volta mais rápida da corrida, conquistada por Vettel, também na última volta, só que com os compostos mais macios e novos, sem trafego na pista, com o tanque praticamente vazio.

Houve quem elogiasse o feito durante a transmissão, assim como teve quem quisesse fazer de Vettel um mártir depois do GP do Canadá, mas está ficando cada vez mais difícil defender o Alemão, as desculpas estão cada vez mais sem nexo, como a resposta que o próprio Vettel deu à repórter da Globo.

A Ferrari tem, nesse momento, um piloto competitivo, que entrega resultado na pista, mas que sofre com as estratégias e o posto de segundo piloto, e tem Vettel, que numa pista como a do Canadá, que favorecia a Ferrari, conseguiu entregar uma pole position, e numa pista não tão favorável, como Paul Ricard, não conseguiu ao menos se aproximar da RBR. Vettel tem uma “cartola” sem coelhos, e Formula 1 é para quem entrega mais do que lhe é exigido, Leclerc sempre entrega algo mais do que esperam dele. A Ferrari está perdendo mais um campeonato, e perderá muitos mais, até mudar esta visão ultrapassada com relação a sua dupla de pilotos.

Foto Destaque formula1.ferrari.com

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