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Formula 1: Prestes a iniciar a 70ª Temporada, o que podemos esperar com base na pré-temporada?

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Com mudanças discretas, mas que tem como objetivo aumentar o número de ultrapassagens, a Formula 1 desembarca na Austrália para finalmente saberemos quem está melhor, Ferrari ou Mercedes.

Ao final desta semana, em Melbourne, após 58 voltas saberemos os resultados reais das mudanças aerodinâmicas impostas para 2019. O que se espera com as novas configurações de asas dianteiras mais lisas, sem aletas e apêndices, com o novo dimensionamento da asa traseira que por sua vez tornaria o DRS um pouco mais eficiente. O objetivo é sempre o mesmo, gerar mais ultrapassagens, faz sentido, uma passagem de ar mais limpa e com menos turbulência para o carro que vem atrás, aliado ao DRS na teoria é capaz de proporcionar mais brigas, veremos o que acontecerá na prática.

A briga de gigantes promete ser ainda mais acirrada e, se é que temos o direto de opinar com base apenas no que vimos nos testes de pré-temporada, Ferrari e Mercedes não só protagonizarão a disputa pelo título, como travarão a maior batalha até aqui vista entre as duas equipes. Eu apostaria minas fichas na Ferrari em Melbourne, mas em se tratando de campeonato, promete ser como o primeiro semestre de 2018 com a liderança alternando entre ambas.

A Ferrari ao meu ver leva uma pequena vantagem, parece ter superado a Mercedes em potência de motor, além do mais a equipe Alemã parece ter feito uma escolha errada no modelo da asa dianteira e no direcionamento do ar gerado por ela, a ponto de na segunda semana da pré-temporada já ter testado um novo modelo, enquanto isso a Ferrari trabalhava para desenvolver mais o carro e não em corrigir erros como a rival.

Nos tempos finais alcançados por ambas, os apenas dois décimos de diferença entre ambas também maquiam um pouco o que foram os testes, a impressão que, para mim ficou, é que a Ferrari economizou no final e a Mercedes foi mais incisiva na tentativa com os pneus C5.

Dai pra baixo é uma incógnita, a RBR com motor Honda pretende se manter como a terceira força, mas os testes mostraram uma boa evolução da McLaren, Renault, Racing Point, Toro Rosso, Haas e Alfa Romeo.

A dupla Haas e Alfa Romeo, durante os testes tiveram atuações que corroboram a sensação de que as unidades de potência da Ferrari tiveram um ganho e tanto a equipe Americana quanto a Alfa estão mais próximas de brigar pela quarta ou quinta força. A Alfa tem a vantagem da experiencia do Campeão Mundial Kimi Raikkonen ao contrario da Haas que insiste na dupla mediana Magnussen e Grosjean.

RBR e STR têm a difícil missão de finalmente fazer com que a Honda comece a obter bons resultados, nesse quesito a Toro Rosso leva vantagem por já ter um ano de experiencias com a fornecedora Japonesa, prova disso foi a boa pré-temporada em que pela primeira vez conseguiu liderar os treinos por duas vezes. A RBR aposta todas as fichas no jovem Max Verstappen que terá Pierre Gasly como companheiro e passa a ser o mais “experiente” da equipe, a hora é de mostrar a que veio, partindo para sua quinta temporada não há mais lugar para erros e desculpas pela juventude.

A McLaren aproveitou bem a melhora considerável dos propulsores da Renault e parece estar se reencontrando, fez uma pré-temporada consistente, liderou alguns dias de treinos, e o melhor, não quebrou, a expectativa é brigar no pelotão intermediário justamente com a Renault, que como disse, conseguiu a melhor receita nos motores e promete até o tão falado “modo festa” para as classificações. Além disso a chegada de Daniel Ricciardo traz um folego novo à equipe e a simples presença do Australiano já atrairá todos os olhos do público para a equipe Francesa nesta primeira corrida.

A Racing Point terá seu verdadeiro primeiro ano Formula 1, com um carro desenvolvido inteiramente pela equipe, terá também a presença de Lance Stroll que deve provar ser mais que o “filho do dono” e bater o companheiro de equipe Sérgio Perez na pista e não nos bastidores, mais do que isso, fazer com que não sintamos falta do excelente Steban Ocon que foi demitido para que o Canadense, “filho do dono” tivesse sua vaga garantida.

Se existe um prognostico que pode ser feito antes mesmo da primeira etapa é que a Williams será o último time do grid. Num esporte como a Formula 1, e em se tratando de uma equipe com tanta tradição e títulos na categoria, não acredito em falta de sorte, acredito em falta de competência e faltou muita na construção deste carro, faltou até mesmo cumprir com os prazos  e o fracasso do carro só foi visto na pista no terceiro dia da pré-temporada. Debaixo de críticas vindas logo daquele que deveria agradecer a equipe por estar de volta as pistas, sim, Robert Kubica não escondeu de ninguém a insatisfação com o carro e o sentimento de que esta será uma temporada sofrida.

A partir da próxima sexta-feira todas as dúvidas serão tiradas, mas uma certeza já temos, a 70ª temporada da Formula 1 será disputada entre Ferrari e Mercedes e já sabemos, salvo um milagre, que a Williams estará lá atrás.

Fotos Twitter/F1   

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