Invasão americana na Fórmula 1?


Num passado não muito recente, a Fórmula 1 era cortejada por empresas e pilotos dos EUA, com diversas pessoas da terra do Tio Sam se aventurando pelo grande circo.


Via Cosworth, uma empresa inglesa, vimos a Ford dar as cartas na categoria por um bom tempo, fazendo diversos times serem campeões e se tornando por um bom tempo o motor que mais venceu na categoria. 

Esta fase passou e depois da Ford não se viu ninguém dos EUA se aventurar na F1, até que Gene Haas resolveu mudar o status quo da situação e colocar na pista a primeira equipe puramente norte-americana na categoria - pouco antes da Haas entrar em cena muito se falou da equipe USF1, que sucumbiu antes mesmo de ventilar na imprensa os prováveis membros do time. 

Mas, logo depois da entrada da Haas na Fórmula 1 uma ainda desconhecida do paddock, a Liberty Media, resolveu pôr as cartas na mesa e mesmo estando num período onde a F1 estava começando a se tornar desinteressante no mundo, comprou de Bernie Ecclestone os direitos comerciais da categoria e daí em diante começou a costurar meios de levar a Fórmula 1 com força para os EUA. 

Esta costura está sendo tão bem feita, que não gerará espanto na comunidade do automobilismo mundial se num curto espaço de tempo os EUA passar a receber três GPs numa mesma temporada. 

Agora, num novo capítulo desta invasão americana da Fórmula 1, vimos o grupo Andretti, mais conhecido pelo seu envolvimento de sucesso na IndyCar, se tornar o acionista majoritário da equipe que hoje se chama Alfa Romeo, mas que por baixo da pintura italiana dos carros, tem a suíça Sauber como estrutura. 

Nesta negociação a Andretti está comprando ações da Sauber, pois Alfa Romeo é apenas o nome de apresentação da equipe, que faz parte de uma jogada de marketing e expansão de poder da Ferrari na categoria, pois da maneira como a coisa está, o time italiano tem dois assentos extras para os pilotos de sua academia de jovens talentos, o que é uma grande jogada, sobretudo se levarmos em consideração que ela também tem um certo poder sobre a Haas, que usa seus motores. 

Vale lembrar que o nome Andretti não é estranho ao grande circo da F1, pelo contrário, já que em 1978 o ítalo-americano Mario Andretti foi campeão da categoria, sendo que a partir dele todo o império motor esportivo que leva o seu sobrenome foi criado. 

Hoje, via mãos de Michael Andretti, filho do campeão de F1 de 1978, uma nova página da família passa a ser escrita na categoria e dado o sucesso alcançado pelo sobrenome Andretti no automobilismo de uma forma geral, é certo que a "nova equipe" não demorou muito  para colher bons frutos na Fórmula 1. 

Com a chegada da Andretti Autosport na Fórmula 1, teremos duas equipes americana no grid (além da gestora da categoria, que não é equipe, mas que também manda), o que pode ser um ótimo sinal para a categoria, pois sabidamente os EUA é um dos países onde há mais adeptos do automobilismo no mundo. 

Seja como for, ainda que a invasão americana não esteja declarada, é certo que o exército do Tio Sam está vindo para o front, ou melhor, para a pista e isto pode ser o início de um novo crescimento da categoria.

Fotos Internet/dilvulgação

 

Márcio de Luca

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Márcio de Luca

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