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Fórmula1: A nova pele da cobra: Alfa Romeo Racing C39 aparece na icônica pintura de pele de cobra.

A mudança da pele é um processo crucial na vida de uma cobra. Permite encontrar um novo espaço, crescer, tornar-se confortável com o que se tornou. É a maneira da natureza de fornecer um rito de passagem – um marco que marca um novo começo.

Foto twitter/alfaromeoracing

O mesmo vale para a Alfa Romeo Racing. Encorajada pela nova parceria com a ORLEN, a equipe terá como objetivo dar um passo decisivo em frente com seu novo carro, o C39.

O C39 é o fruto dessa parceria. O carro completou um primeiro teste de sucesso durante um shakedown no circuito de Fiorano. O bólido da equipe para 2020, pilotado por Kimi Räikkönen, começou sua vida competitiva ao deixar a garagem às 9h37 (hora local) – e o fez em um uniforme exótico de pele de cobra em tons de preto e cinza escuro.

Foto twitter/alfaromeoracing

O C39 deu 33 voltas no Circuito de Fiorano, com Kimi demonstrando confiança crescente a cada volta concluída. O carro se curvou nas curvas apertadas da pista, passou pelas curvas rápidas enquanto Kimi explorava suas capacidades antes de voltar para a garagem no final do dia – uma primeira sessão positiva de trabalho na pista antes da temporada 2020.

A decoração de pele de cobra, projetada pelo Centro Stile Alfa Romeo, é uma homenagem a um dos ícones dominantes da marca, o heráldico Biscione – a grande serpente presente no escudo da cidade de Milão. É uma homenagem à Alfa Romeo, cujo logotipo também apresenta a Biscione, para marcar o início do 110º ano da lendária marca.

Foto twitter/alfaromeoracing

O padrão de pele de cobra não apenas contribuiu para criar uma aparência única para esta ocasião especial: também ajudou a equipe a camuflar o C39, deixando os segredos de sua carroceria para serem revelados no lançamento oficial da equipe, em 19 de fevereiro.

Porém, escalas e olhares deslizantes não eram os únicos tributos a esta pintura única. O C39 também apresentou uma interpretação nova e exclusiva do logotipo da Alfa Romeo em forma de coração, um aceno para o Dia dos Namorados (comemorado em 14 de fevereiro no hemisfério norte) e uma celebração do amor em todo o mundo. O topo do monocoque também exibiu uma homenagem ao trabalho de todos os funcionários do Grupo Sauber, um reconhecimento de sua contribuição para a criação do carro da equipe em 2020.

Foto twitter/alfaromeoracing

Assim como uma cobra muda muda sua pele para crescer, esse libré logo precisará dar espaço a uma nova encarnação. Quando as cobertas saírem do C39 na quarta-feira da semana que vem, a cobra desaparecerá, sua pele derramará para revelar um novo visual para enfrentar o desafio que está por vir. A tarefa que temos pela frente é enorme, mas também a motivação de todos em Hinwil. Será preciso uma nova pele para um novo começo.

Opinião Alex Leonello

Existem pessoas que amam o automobilismo e outras que, além disso, são também apaixonados pela história dos esportes a motor.

E a segunda hipótese é o nosso caso. Não há como ousar falar do assunto sem antes mencionar a grande marca italiana Alfa Romeo.

Houve uma época, principalmente nos anos 30 e início dos 40 em que se algum competidor pretendesse vencer uma corrida, deveria, fatalmente, estar a bordo de uma Alfa Romeo.

Pilotos como Tazio Nuvolari e o próprio Enzo Ferrari competiram e venceram a bordo de suas Alfas, sem falar nas inúmeras e sucessivas Mille Miglia em que cruzaram na frente a linha de chegada.

Assim, mencionar o nome da marca é ecoar na história um passado de glórias e conquistas que nos emocionam.

Embora não vivendo mais o grande auge de outrora, rever nas pistas uma presença tão importante e tão vitoriosa é motivo de orgulho, não só para nós, torcedores, como também para a própria Fórmula 1, como categoria máxima do automobilismo mundial.

Valorizar o passado é muito importante, mas não se pode perder jamais o foco no futuro.

A tradição esportiva da equipe é a experiência do veterano e campeão do ano de 2007, Kimi Raikkonen, pode ser bastante importante para o crescimento do projeto. Aliás, Kimi Raikkonen, que nesta temporada pode superar o recorde de provas disputadas que hoje pertence ao brasileiro Rubens Barrichello.

Outro nome de experiência é o de Robert Kubica, que atuará como piloto reserva. Por fim, a fúria jovial de Antônio Giovinazzi acrescenta a pimenta que faltava nesta antiga receita de família.

E que a Alfa Romeo retorne a seus dias de glória!

Opinião Francisco Brasil

A Alfa Romeo furou a fila de lançamentos, mas ainda esperamos pelo layout. É muito legal (e saudosista) essa apresentação com pintura especial para teste – que às vezes é melhor que a oficial – que infelizmente vem sendo abandonada.

Com uma certa inspiração na Ferrari de 2019, esperamos que Raikkonen e Giovinazzi tenham mais chances de lutar por bons resultados. Ainda mais para o finlandês que quebrará o recorde de participação na Fórmula 1 nessa temporada, superando Rubens Barrichello. Mas Kimi não se importa!

Foto destaque twitter/alfaromeoracing

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