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Fórmula1: Na guerra de estratégias, Ferrari tropeça no azar com quebra de Vettel e entrega Sochi – de novo – para Mercedes.

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A “guerra fria” entre as equipes Ferrari e Mercedes está pública e definitivamente declarada e, desta vez por ironia do destino quis a história (e o destino) que a Rússia fosse novamente uma protagonista direta desta disputa entre estas grandes rivais.

Os “mísseis” que cada uma das escuderias apontavam para a outra eram, em verdade foguetes e tinham nome e sobrenome, quais sejam, Sebastian Vettel, Charles Leclerc, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas que, já no início da prova ocupavam as 4 primeiras posições na pista.

Largada Gp de Sochi Foto Twitter/F1

Depois de uma grande largada que o tirou da terceira colocação do grid para a liderança da corrida, Sebastian Vettel ainda passou a ser protagonista das melhores voltas ocorridas na primeira parte da prova, calando a crítica e mostrou ao mundo não só que está vivo, firme e forte na categoria, como também deixando bem claro a todos o motivo pelo qual é tetracampeão desta principal categoria do automobilismo mundial.

Vettel ultrapassa Leclerc Foto Twitter/F1

Mas a Mercedes também tinha suas estratégias de batalha e, dentre elas, iniciar a prova se utilizando de pneus médios em seus carros, contra os macios adotados pela Ferrari.

E foi das trevas da Ferrari, com o abandono de Sebastian Vettel devido a problemas de motor e que ocasionou a entrada do safety car na pista, que a equipe Mercedes encontrou a luz, aproveitando a oportunidade para fazer as trocas de pneus de ambos os seus carros e trazer seus pilotos definitivamente para as duas primeiras colocações.

Vettel abandonando seu carro Foto Twitter/F1

A Ferrari ainda tentou entregar novas armas a Leclerc, chamando-o novamente aos boxes para colocar pneus macios em seu carro, mas o mesmo voltou na terceira colocação e encontrou grande resistência para conseguir a ultrapassagem sobre Bottas, enquanto Lewis Hamilton criava uma grande e confortável diferença na liderança da prova.

Leclerc fa sua segunda parada no Pit Foto Twitter/F1

E assim restou definida a corrida, onde a vitória da batalha ficou mesmo por conta de Lewis Hamilton e da equipe Mercedes, com Bottas na segunda colocação.

A Ferrari ainda salvou sua honra com Leclerc cruzando a linha de chegada no terceiro posto, concluindo assim o pódio da etapa de Sochi.

Pilotos no pódio Foto Twitter/F1

Quem ganha com estas disputas e a própria existência de uma outra equipe apta a conquistar vitórias é o público e a própria Fórmula 1.

Era está a competitividade que todos nós esperávamos da categoria máxima dos esportes a motor.

Para completar a festa ainda temos que mencionar que a equipe RBR colocou seus dois carros na quarta e quinta colocação, onde Albon conquistou na pista nada menos do que 15 colocações.

Alex Albon ultrapassa Kevin Magnussen Foto Twitter/F1

OPINIÕES

Nossos companheiros aqui do PLANETA VELOCIDADE, Francisco Brasil e Marcos Amaral, nos deram a honra de nos presentear com suas perspectivas sobre a etapa de Sochi.

Na opinião de Francisco Brasil:

“Uma corrida bem morna com lampejos de emoção. Tirando a quebra de Vettel que mudou os rumos (algo que a Mercedes previa em sua estratégia) não tivemos quase nada de novo.

Pelo visto até 2020 os 6 primeiros lugares não mudam de mãos, o que acabou ajudando Alexander Albon a ganhar 15 posições na corrida – uma a mais que Verstappen ano passado – e mostrar que merece mais a vaga na RBR que Gasly.

Outro piloto, ou melhor, outra dupla merece mais um destaque: Carlos Sainz e Lando Norris. O espanhol foi o “melhor do resto” disparado, chegando a tomar a posição de Bottas na largada. Norris chegou a ensaiar a dobradinha da F1 “B” mas se perdeu um pouco no caminho. Imagina essa dupla em 2021 com motores Mercedes, já confirmado pela McLaren, com um chassi tão bom quanto o desse ano?”

Da mesma forma, Marcos Amaral comenta ainda que:

O GP de Sochi tinha tinha tudo para ser a corrida para a Ferrari quebrar a sequência de vitórias da Mercedes na Rússia, mas os Deuses do automobilismo quiseram que as vitórias continuassem com a equipe Alemã.

A estratégia da Ferrari de deixar Vettel ultrapassar Leclerc, impedindo que Hamilton assumisse a ponta, foi válida até um certo momento da corrida, mas acabou colocando a própria equipe em uma saia justa tentando contornar a situação, já que o piloto Monegasco queria voltar para a ponta e Vettel estava fazendo em sequência voltas mais rápidas. E para piorar as coisas, o alemão teve problemas em sua Ferrari o que ocasionou seu abandono, e acabou entregando a vitória para a Mercedes.

E como sempre a sorte anda do lado da equipe da Estrela, dois Safety Cars, ajudaram ainda mais na dobradinha da equipe, já que mesmo com pneus mais novos Leclerc não conseguiu atacar Bottas, que fez sua corrida tranquilo.

Vale a pena ressaltar a evolução do jovem piloto Alex Albon da RBR, que largou do pit e chegou na quinta posição atrás de seus companheiro Max Verstappen. O piloto Tailandes vem mostrando o porque está na equipe principal, é um grande e promissor piloto.

Agora vamos para o Japão, Ferrari, Mercedes ou RBR, casa da Honda, quem vai vencer essa batalha?”

Foto Twitter/F1

Foto Destaque Twtter/F1

One Response

  1. Bela matéria do professor Alex, como sempre. Só discordo de que a “cavalinho” tenha azar: acredito que seja universo fazendo justiça contra uma equipe que joga sujo. E espero que assim continue por mais uns anos. Afinal ultimamente TODO MUNDO desce a lenha na Mercedes, esquecendo as falcatruas que a Ferrari fazia, e que ainda faz quando tem a chance.

    Ademais, foi (mais uma) uma bela corrida. Repito: o campeonato esse ano está muito bom.

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