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Indy: Chuva “lava” domínio de Dixon e brinda atuações fantásticas de Pagenaud e Leist em Indianápolis

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Texto Francisco Brasil

Agora é pra valer, começou o mês mais importante da Indy com o belíssimo e efervescente GP de Indianápolis, no circuito misto criado para a F1, marcado pela chuva que deu aquela agitada típica da categoria.

A prova começou com tempo seco e as Ganassi na frente. Na largada tudo tranquilo na ponta do pelotão, mas lá atrás ainda no momento da bandeira verde Pato O’Ward toca a traseira de Rossi, que desequilibra e bate no muro interno quebrando a suspensão traseira. Péssimo começo pro então vice líder do campeonato, que ainda voltou à prova para minimizar os prejuízos.

Ao mesmo tempo, Zach Veach se toca com Leist e roda, mas sem muitos danos.

Na volta 11, enquanto Rosenqvist abria na liderança, seguido de Jack Harvey, Ericsson roda sozinho na última curva e bate no muro externo, trazendo a primeira amarela.

Alguns pilotos aproveitam e antecipam suas paradas, entre eles Newgarden, que começou bem atrás e vem fazendo corridas cerebrais.

Verde na volta 16 e Dixon assume a ponta, numa péssima relargada de Rosenqvist, que começa a perder desempenho. Enquanto isso, Colton Herta roda e se acha com Ryan Hunter-ray, causando outra paralisação.

Nova bandeira verde na vigésima volta e outra vez Rosenqvist sai mal e perde duas posições. E a chuva começa a surgir no horizonte.

Na volta 26 começa às paradas com Harvey sendo o primeiro dos ponteiros. Na volta 28 é a vez de Dixon, deixando a liderança para Newgarden, que começa a ver frutos da sua estratégia.

Quem também se deu bem foi Matheus Leist, que aparecia em quarto, depois de largar de 21°.

Dixon retoma a liderança quando os pilotos que estavam em outra estratégia vão para as suas paradas entre as voltas 38 e 40.

A corrida segue movimentada, com diversas disputas em todo o pelotão, com a chuva querendo o seu protagonismo que logo viria.

Na volta 59, já com piso molhado, Hélio Castroneves para nos boxes e colocar pneu de chuva, mas roda na saída e causa outra intervenção. A maioria dos pilotos aproveitam e colocam os compostos para pista molhada, enquanto Takuma Sato roda ainda em regime de amarela. Newgarden viu sua estratégia ir por água abaixo quando um pneu descontrolado em sua parada lhe causa uma punição.

23 voltas para o fim e a chuva vem com tudo, atrasando a relargada que acontece faltando 17  voltas pra bandeirada. Nesse momento Dixon liderava, seguido de Harvey e Leist, que se aproveitou de sua experiência na Europa pra colocar a limitada Foyt na frente.

Mas quem vinha com tudo era Simon Pagenaud. Com uma tocada irrepreensível vinha pra frente rápido. Depois de um belíssimo embate com o brasileiro (que deu uma canseira no piloto da Penske), passou Jack Harvey, que abriu uma avenida na curva um, pela segunda posição e rapidamente chegava em Dixon.

Duas voltas pro fim e Pagenaud aproveitou um raro erro do neozelandês da Ganassi para assumir a ponta até o fim e assim garantir não só a vitória, mas um refresco nas especulações de sua saída da equipe para a entrada de Alexander Rossi. A ameaça ao francês é real.

Os brasileiros… Ah os brasileiros. Tirando Leist que mostrou que se entende muito bem com o mítico circuito (ele venceu ano passado pela Indy Lights em sua primeira prova em oval) e carregou o carro no braço. Diferente de seu companheiro Tony Kanaan, que não teve bom desempenho e terminou numa p20 a duas voltas do líder, assim como Helinho, uma posição atrás do compatriota devido a rodada. Vamos torcer para que a sorte mude nas 500 milhas para eles, que já estão no rol dos vencedores.

E a programação continua, teremos bump Day, classificação, Fernando Alonso, enfim. Se o nível de emoção continuar como o do último GP, essa prova terá tudo pra ser uma das melhores edições das 500 milhas e você acompanha tudo aqui, no Planeta Velocidade.

Fotos IndyCar.com

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