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NASCAR Monster Cup – Brad Keselowski conquista sua segunda vitória na temporada em Martinsville!

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Monster Energy Cup Series, principal categoria da NASCAR, reuniu-se novamente no último domingo, dia 24/03, para a realização de sua sexta etapa da temporada 2019, no pequeno circuito de apenas 0,5 milha de Martinsville, no estado da Virgínia, com 500 voltas de duração.

Contudo, em que pese o brilho próprio que cada corrida da NASCAR possui, esta merecia uma atenção ainda mais especial.

Isto porque, além da tradição de Martinsville, presente nos campeonatos desde o início da NASCAR, em 1949, esta prova marcava também a participação de número 1.000 do piloto Kyle Busch, reunindo as 3 principais categorias (Monster Cup, Xfinity Series e Truck Series).

Tal número é atingido pelo piloto do Toyota Camry nº 18 da equipe de Joe Gibbs apenas uma semana depois do mesmo ter atingido a fantástica marca de 200 vitórias nas 3 principais categorias da NASCAR.

Quanto a corrida propriamente dita, a posição de honra no grid de largada ficou por conta do piloto do Ford Mustang nº 22 da equipe Penske e atual campeão, Joey Logano.

Após a largada, a liderança de Logano não demorou muito, tendo sido ultrapassado pelo seu companheiro de equipe, Brad Keselowski (2), ainda na volta de número 7.

Chase Elliott (9) também vinha forte, ocupando o segundo posto na prova e sendo de longe não só o melhor carro de sua equipe (Hendrick Motorsports), como também o Chevrolet Camaro de melhor atuação na pista.

Assim, Brad Keselowski, tranquilo, vence o primeiro segmento da prova.

Com a relargada, o campeão do Ford Mustang nº 2 foi novamente dominante, liderando todas as voltas e, enquanto víamos seu companheiro de equipe, Ryan Blaney (12), muito forte escalando o pelotão e se aproximando dos líderes.

Neste cenário, Brad keselowski vencia também o segundo estágio da competição.

Com um excelente equipamento e dando um show na pista, a vitória de Keselowski foi finalmente ameaçada com a ultrapassagem do jovem piloto Chase Elliott (9), assumindo a liderança da prova.

Contudo, após uma bandeira amarela, causada pelo acidente com o piloto, Keselowski, nos boxes, ultrapassa Elliott e reassume a liderança, para não mais perdê-la.

Ao fim, em uma grande atuação, Brad Keselowski (2) cruza na frente a linha de chegada e, após 1.000 curvas para a esquerda, conquista sua segunda vitória da temporada, no pequeno circuito oval de Martinsville.

Em segundo lugar cruzou a linha de chegada Chase Elliott (9) e, no terceiro posto, atingiu a meta em sua milésima corrida, Kyle Busch (18).

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Assim como na prova da Xfinity Series, realizada no dia anterior, o tradicional troféu dado ao vencedor de Martinsville é, em verdade, um belíssimo relógio carrilhão, chamado pelos norte-americanos de grandfather clock.

OPINIÃO:

Ao mencionar acima o fato de que Chase Elliott (9) era o piloto que melhor representava o Chevrolet Camaro nesta prova, não é difícil perceber que esta situação não vem de hoje e se repete há tempos.

Se desconsiderarmos a vitória de Austin Dillon (3) na prova da Daytona 500 de 2018, onde tudo pode acontecer (e aconteceu), as únicas vitórias de pista, conquistadas na raça e na unha por parte da Chevrolet, desde a temporada de 2018, tiveram como protagonista o piloto Chase Elliott, atrás do volante de um carro da equipe Hendrick.

Ao que se vê, o problema em questão é crônico da própria Chevrolet, visto que nenhuma das equipes que são equipadas com seus motores, com a respectiva bolha do Camaro, estão conseguindo resultados constantes e expressivos, ao contrário do que se vê com as montadoras Ford e Toyota.

Elliott, em verdade, tem se sobressaído em meio a todos e, além de conquistar suas 3 primeiras vitórias junto a Monster Cup na temporada passada, ainda liderou a prova de Martinsville, a partir de uma ultrapassagem feita na pista e com garra sobre o campeão de 2012, Brad Keselowski (2), mostrando o seu valor.

Aponto aqui que, nem mesmo o seu companheiro de equipe, Jimmie Johnson (48) tem conseguido obter vitórias ou até mesmo resultados efetivos nas provas em que participa, em que pese o fato da vasta experiência e de possuir em seu currículo nada menos do que sete títulos na categoria.

A bem da verdade, em seu último título, no ano de 2016, a Hendrick nem de longe tinha o melhor carro, mas tinha o melhor piloto que, ainda com o Chevrolet SS, partiu da última posição do grid em Homestead, para simplesmente vencer a prova e levar o caneco.

O mesmo se pode dizer dos carros da equipe Chip Ganassi, onde não era difícil ver Kyle Larson (42) e até mesmo o próprio Jammie McMurray conquistando vitórias e dominando provas, especialmente em circuitos com mais de 2 milhas de extensão.

Desde a estreia da bolha do Camaro, isso tudo não é mais visto, em uma notória sensação de uma marca que já obteve várias conquistas na categoria.

No ano passado, a justificativa para o baixo rendimento tinha como base um problema de projeto na parte dianteira do carro que, segundo a marca, foi corrigido para a temporada de 2019 sem que, contudo, os resultados nas pistas aparecessem.

Para piorar ainda mais a situação, alguns nomes de respeito, vendo a fase pela qual passa o heptacampeão Jimmie Johnson, sem vitórias desde a temporada de 2017, sugerem que a saída do mesmo pela aposentadoria é medida que se impõe.

Discordo completamente!

Costumo dizer, com certa frequência, que jamais podemos duvidar da força e do talento de Jimmie Johnson!

O rei Richard Petty, também com 7 títulos, conquistou seu último campeonato em 1979 e correu até o final de 1992.

Da mesma forma, Dale Earnhardt conquistou o último de seus sete títulos em 1994, a bordo de um Chevrolet e, no lamentável instante em que teve aquela trágica morte na Daytona 500 do ano de 2001, ainda estava lá para disputar mais uma temporada.

Johnson foi campeão em 2016 (portanto há menos de 3 anos) e, como dito acima, sem ter o melhor carro, deixando claro que, como piloto, ainda possui muito a dar para a NASCAR, sem contar que ter uma lenda viva como esta no grid de largada não é coisa para qualquer categoria.

Entendo que Johnson merece um carro mais competitivo e posso até mesmo prever que a Chevrolet não vai deixar barato e que, de repente nesta mesma temporada, ao menos tentará brigar como igual com as demais montadoras, conquistando vitórias, assim como fez em 2018, com Chase Elliott.

Sabe-se que os altos e baixos são constantes em qualquer piloto, montadora e equipe e, sendo assim, qualquer ideia de desistência e/ou de retirada de algum deles da categoria é, a meu ver equivocada e precipitada.

Aguardemos o tempo passar, com a esperança de ver a Chevrolet em sua forma plena, para brigar com as demais montadoras e tornar ainda mais emocionante esta categoria que tanto amamos e que cresce cada dia mais.

A próxima etapa da Monster Energy NASCAR Cup Series acontecerá no dia 01/04, no circuito oval de 1,5 milhas do Texas.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira

Twitter: @alexleonello

Fonte: Divulgação/Internet

One Response

  1. Análise esclarecedora! Aguardemos um retorno triunfal da Chevrolet, ainda esse ano!

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