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NASCAR Monster Cup – Denny Hamlin faz as pazes com a vitória na Daytona 500.

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Enfim, depois de 3 meses de muita espera, os carros da Monster Energy Cup Series, principal categoria da NASCAR, voltam à pista para a disputa da primeira etapa válida pela temporada de 2019.

Como manda a tradição, sempre respeitada na NASCAR, a corrida de abertura do campeonato não poderia possuir maior estilo que não em uma prova de 500 milhas, no superspeedway de Daytona, local de suas origens, como contará o novo texto do PLANETA HISTÓRIA que ainda está no forno de nosso site.

Vale relembrar aos leitores que está é a última prova em que a NASCAR vai se utilizar das famosas placas restritoras em superspeedways, inseridas pelas regras da categoria desde o ano de 1988, após Bobby Allison sofrer um forte acidente a quase 340 km/h.

Apenas para efeito de curiosidade, existem especialistas que dizem que, pelas configurações dos motores de 2018 a ausência da placa restritora faria com que os carros, em Daytona e Talladega, ultrapassassem a barreira dos 400 km/h, colocando em sério risco a segurança não só dos pilotos, mas também dos espectadores, em caso de acidentes mais graves.

De qualquer forma, é uma velocidade muito impressionante para um stock car que pesa mais de 1.500 quilos.

Quanto aos carros, a Ford, a reboque do que fez a Chevrolet na temporada passada, com o Camaro, trouxe para as pistas a nova e bela bolha do Mustang.

A pole position desta etapa tão especial foi conquistada pelo jovem piloto do carro 24 da equipe Hendrick Motorsports, William Byron, em sua primeira aparição com a parceria de Chad Knaus, ex-chefe de equipe de Jimmie Johnson (48).

Após a ordem de ligar os motores, o ex-piloto Dale Earnhardt Jr conduziu os demais em suas voltas de apresentação, até que o pano verde fosse finalmente agitado, dando início a Daytona 500 de 2019.

Corey Lajoie (32), com um esquema de pintura de gosto duvidoso, causou a primeira amarela da prova, por conta de um estouro pneu, na volta 20.

Depois, na volta 50, acidente envolvendo os pilotos Bubba Wallace (43), Kurt Busch (1), Jammie McMurray (40) e Austin Dillon (3) causa outra amarela.

Ao fim, Kyle Busch (18), após ter partido da 31° posição, recebe na frente a quadrícula verde e branca e vence o primeiro segmento, com Alex Bollman (88) em segundo.

Como havia acontecido nas provas da Truck Series e da Xfinity Séries, Matt DiBenedetto (95), de equipe nova (Leavine Family) a esta altura da prova, já havia liderado mais voltas do que em todas as 140 corridas anteriores de sua carreira juntas.

O segundo estágio da competição foi vencido por Ryan Blaney (12), com William Byron (24) na segunda colocação.

A bandeira amarela seguinte se deu por conta de um acidente entre os pilotos Code Ware (52), B.J McLeod  (51), Jimmie Johnson (48), Rick Stenhouse Jr. (17) e Tyler Redick (31), na entrada dos boxes.

A 10 voltas do final da prova, Paul Menard (21) toca em Matt DiBenedetto (95), causando o tão esperado big one que envolveu nada menos do que 22 carros, dentre eles, além dos acima apontados, Austin Dillon (3), Ryan Newman (6), Chase Elliott (9), Aric Almotolia (10), Ryan Blaney (12), Martin Truex Jr (19), Joey Logando (22, Chris Bueacher (37), David Ragan (38), Daniel Suarez (41),, Kyle Larsson (42) e Jimmie Johnson (48), com a consequência de uma bandeira vermelha.

Note que o carro de David Ragan chega a ficar embaixo do de Aric Almirola, em uma posição no mínimo apavorante.

Após a relargada, a 6 voltas do final, tivemos um novo big one, após Rick Stenhouse Jr. (17) tocar em Kevin Harvick (4), envolvendo vários outros pilotos, dentre eles Brad Keselowski (2), Austin Dillon (3), Ryan Newman (6), Chase Elliott (9), Kyle Larsson (42) e Alex Bowman (88).

Com nova relargada, com 2 para o final, um novo big one acontece após toque entre Clint Bowyer (14) e Michael McDowell (34), envolvendo Chase Elliott (9), William Byron (24), Brad Keselowski (2), Jammie McMurray (40), Jimmie Johnson (48) Brendan Gaughan (62) e Landon Cassil (00).

A prova parecia não querer terminar e, depois disso foi necessário uma nova bandeira vermelha e, ainda, um overtime.

Por fim, após nova bandeira verde, Denny Hamlin (11) cruza na frente a linha de chegada e vence a Daytona 500.

Seus companheiros de equipe na Joe Gibbs, Kyle Busch (18) e Erik Jones (20) chegaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Com este resultado, Hamlin não só quebra um jejum de vitórias que perdurava desde o ano de 2017, como também garante a sua participação na disputa para os playoffs, devendo apenas preencher as demais exigências que as regras da NASCAR determinam.

Depois de um final de semana repleto de velocidade em Daytona, a NASCAR já pensa em sua próxima etapa, que acontecerá no dia 24/02, no circuito oval de 1,5 milhas de Atlanta, no estado da Geórgia.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira
Twitter: @alexleonello
Fonte: Divulgação/Internet

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