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NASCAR Monster Cup – Denny Hamlin vence, mas quem brilha no coliseu de Bristol é Matt DiBenedetto!

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Na 24ª (e antepenúltima) prova da fase regular do campeonato da Monster Energy Cup Series, principal categoria do automobilismo norte americano, as cavalarias daqueles motores V8 voltaram a se reunir no último grande coliseu de Bristol, no estado do Tennessee.

Fonte: Divulgação/Internet

E o palco não poderia ser melhor, uma vez que o circuito, inaugurado no ano de 1960, representa a meia milha mais rápida do mundo e, apesar de pequeno, é capaz de trazer emoções inversamente proporcionais ao seu tamanho, o que se refletiu no sucesso de público.  Casa lotada!

Fonte: Divulgação/Internet

Denny Hamlin (11) fez o melhor tempo nos treinos classificatórios e conquistou a honra de largar na primeira posição do grid.

Fonte: Divulgação/Internet

Após todos os tradicionais preparativos, o pano verde foi finalmente agitado na pista, e Hamlin conseguiu inicialmente manter o seu Toyota Camry na liderança.

A primeira amarela veio na volta 79, após um contato ocorrido na pista entre Jimmie Johnson (48) e Austin Dillon (3), bem na frente do líder.

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A liderança da prova passa para as mãos de Kyle Larson (42) que, após enfrentar um grande duelo com Chase Elliott (9), termina por se manter na posição e conquistar a vitória no primeiro estágio da competição.

A segunda parte da prova ocorreu de forma mais tranquila e, sob a liderança de Martin Truex Jr. (19), Clint Bowyer (14) perde o controle do carro e roda na pista, provocando mais uma bandeira amarela.

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Ao fim, o segundo segmento da prova restou vencido pelo campeão Kurt Busch (1), que resistiu bravamente os ataques de Daniel Suarez (41), a bordo do carro que era seu na temporada passada.

A bandeira amarela seguinte ocorreu na volta 377, após um problema ocorrido com o carro de Ryan Blaney (12), que acabou por causar um acidente que envolveu também os pilotos Rick Stenhouse Jr. (17), David Ragan (38) e Michael McDowell (34).

Fonte: Divulgação/Internet

Começou aí um dos finais mais épicos do ano, quando Matt DiBenedetto (95), que surpreendeu a todos durante a temporada da NASCAR Monster Cup deste ano, assumiu a liderança e conseguia se manter firme na mesma.

Fonte: Divulgação/Internet

Para se ter ideia, DiBenedetto liderou, apenas nesta prova, mais voltas para a sua equipe (143) do que a mesma havia conseguido nos últimos oito anos (60).

E o mundo voltou os olhos para o jovem piloto que, mesmo com um equipamento inferior, desbancava a todos em meio ao último grande Coliseu de Bristol!

Tudo parecia se encaixar, mas os demais gladiadores desta batalha épica não deixariam barato.

O pole position Denny Hamlin passou a descontar rapidamente a diferença que DiBenedetto possuía para si, até aproximar-se perigosamente do Toyota Camry nº 95 que liderava a prova.

Estava clara a ameaça, assim como era evidente a realidade de que a torcida pelo conto de fadas de Matt DiBenedetto, com sua consequente classificação para os playoffs da categoria, era quase que uma unanimidade

Contudo, a carruagem virou abóbora restando apenas 11 voltas para o final, quando Denny Hamlin, finalmente completa a ultrapassagem e reassume a liderança da prova, para a desolação geral.

Fonte: Divulgação/Internet

Sem ser mais alcançado, Denny Hamlin (11), que havia largado na pole position, cruza na frente a linha de chegada e conquista a sua quarta vitória nesta temporada.

Fonte: Divulgação/Internet

Na segunda colocação, absolutamente desolado, cruzou Matt DiBenedetto (95) e, em terceiro, concluindo o top 3, completou a prova o piloto do Ford Mustang nº 2 da equipe Penske, Brad Keselowski.

Fonte: Divulgação/Internet

Ao fim, enquanto Denny Hamlin dava entrevista para a TV norte-americana NBC, por conta da vitória, Matt DiBenedetto foi cumprimentá-lo pela conquista, e, sem resistir, chorou a perda da vitória junto a seu “algoz”, para comoção geral.

Fonte: Divulgação/Internet

Opinião Francisco Brasil

O fascínio dos outsiders.

Uma característica que a Nascar não tem é a previsibilidade, principalmente em superspeedways (Daytona e Talladega por exemplo) e circuitos mistos.

Nessas pistas o improvável sempre pode acontecer, e lá é a grande chance dos outsiders, a popular zebra. Nesse perfil se encaixam os pilotos de meio ou fim de pelotão que possuem equipamentos mais modestos, de equipes que lutam a cada prova para se classificar na maioria das vezes.

Fonte: Divulgação/Internet

O assunto vem à tona após a prova de Bristol, onde Matt DiBenedetto chegou em segundo e liderou boa parte da etapa.

DiBenedetto “da massa” como está sendo chamado no Brasil, vem arrebatando uma legião de fãs nessa temporada. Após anos em equipes pequenas, nessa temporada conseguiu uma vaga na Leavine Family Racing, com apoio de Toyota e Gibbs. O piloto já surpreendeu logo na estreia em Daytona, sempre andando na frente. Mesmo com um carro de meio de pelotão, chegou em quarto em Watkins Glen e segundo em Bristol.

Outro nome que chama a atenção desde o ano passado é Ross Chastain. O piloto que deve sua vaga as melancias (sua família é produtora da fruta e investe no piloto) conseguiu em 2018 algumas provas pela Ganassi na xfinity e já na primeira brigou pela liderança, mas bateu com ninguém menos que Kevin Harvick. Das 4 provas, abandonou uma, venceu duas e foi segundo em uma. Isso lhe rendeu um contrato integral para esse ano, que foi prejudicado pelo escândalo do patrocinador da equipe, o que encerrou a entrada da Ganassi na segunda principal categoria da Nascar.

MARTINSVILLE, VA – MARCH 23: #45: Ross Chastain, Niece Motorsports, Chevrolet Silverado TruNorth/Paul Jr. Designs during qualifying for the NASCAR Gander Outdoors Truck Series TruNorth Global 250 race on March 23, 2019 at the Martinsville Speedway in Martinsville, VA. (Photo by David J. Griffin/Icon Sportswire via Getty Images)

Para contornar esse revés, Chastain começou a temporada dividido entre o carro #4 (muito fraco) e o #13 da kauling. No meio da temporada, resolveu mudar o foco da xfinity para a truck, onde corre pela equipe Niece.

O “garoto melancia” fez o certo. De outsider virou um forte candidato ao título. Já venceu 4 vezes na truck (a primeira não contava para a classificação, já que ele ainda pontuava pela xfinity), a segunda foi desclassificado mas descontou logo em seguida. Nesse meio tempo venceu em Daytona pela xfinity e ainda corre na Cup, mas num dos piores carros do certame.

Esses dois personagens que nos brindam com corridas espetaculares nos fazem entender mais ainda o título desse texto. Além de ser natural para a maioria das pessoas torcer para os “mais fracos”, ver dois pilotos que lutam muito para se manter competindo conquistando resultados excelentes contra grandes nomes, nos inspira a continuar batalhando, trabalhando duro para atingir os objetivos.

Mesmo assim, Matt DiBenedetto está sem carro para 2020,  já que sua vaga deve ser de Christopher Bell. Isso soa como mais uma injustiça do automobilismo, ainda mais que DiBenedetto conseguiu seu segundo lugar (o melhor da equipe) após o anúncio de que não estaria mais na equipe.

O que nos resta é torcer para que apareçam vagas decentes para esses pilotos, e que a imprevisibilidade da Nascar continue a fazer aparecer esses talentos limitados por seus carros!

Opinião Marcos Amaral

Estamos a duas etapas do início dos Playoffs, já temos 9 pilotos garantidos.

Fonte: Divulgação/Internet

Com quatro Vitórias:

  • Kyle Busch 
  • Denny Hamlin
  • Martin Truex Jr

Com três vitórias:

  • Brad Keselowski

Com duas vitórias:

  • Joey Logano
  • Kevin Harvick
  • Chase Elliott

Com uma vitória:

  • Kurt Busch
  • Alex Bowman

Classificado por pontos até o momento:

  • Ryan Blaney
  • Kyle Larson
  • William Byron
  • Aric Almirola
  • Erick Jones

Quem segue na luta

  • Ryan Newman
  • Daniel Suarez
  • Clint Bowyer
  • Jimmie Johnson
  • Paul Menard
  • Chris Buescher

Temos aí a lista dos pilotos já com as vagas garantidas com pelo menos uma vitória e o que se classificaram por pontos e temos ainda quatro pilotos na briga pelas últimas vagas, dentre eles Jimmie Johnson. 

O sete vezes campeão da Nascar está vivendo nos últimos anos o calvário de não estar lutando pelo título e existem rumores que o piloto do #48 está prestes a se aposentar em 2020, não seria justo ficar de fora dos playoffs.

A Nascar veio ao longo do ano trabalhando em novas regras para que as brigas nas pistas ficassem mais acirradas, no início muito torceram o nariz, até mesmo alguns pilotos, como Kyle Busch, entre outros. Mas o que vimos foi corridas mais emboladas, brigas até a bandeirada final, como vimos entre os Irmãos Busch, e isso vai refletir nos Playoffs. 

Vale ressaltar que o critério para ser elegível aos playoffs é: 

  • Tentar qualificar para todas as etapas da temporada regular; 
  • Vencer pelo menos uma corrida estando entre os 30 primeiros em pontos; 
  • Líder do campeonato regular em pontos mesmo sem vitória (caso do Enfinger na truck); 
  • Estar entre os 16 primeiros em pontos, já contando os que venceram de acordo com as condições anteriores.

Arriscar em citar o campeão de 2019, ao meu ver é muito difícil, pois a Nascar é a única categoria de carros turismo que você só pode dizer quem venceu após a bandeirada final. Temos pilotos como Buschinho, Truex que veio crescendo durante as etapas e que quer o Bicampeonato, Logano, Brad Brad, Harvick que cresceu nessas últimas etapas. Temos também o pilotos que buscam seus primeiros campeonatos com Erik Jones que está merecendo uma vitória mas vem cometendo erros que o impedem de estar lutando por vitórias.

Outro ponto que não podemos descartar, é a possibilidade de um um piloto, que esteja dentro das regras elegível aos playoffs “azarão”, ganhe uma das últimas etapas e se classifique, um exemplo claro é o Matt Dibenedetto, que por pouco não ganhou a etapa de Bristol, se classificaria e tiraria Jones da disputa.

Poderíamos falar de todos os 16 classificados, mas como sabemos “Nascar é Nascar” e só vamos conhecer o campeão de 2019, na última volta e nos metros finais da etapa de Miami no dia 17/11.

A Monster Energy NASCAR Cup Series terá uma folga e voltará em grande estilo no dia 01/09, para a grande festa no circuito oval de Darlington, com 1,366 milhas de extensão também conhecido como a “dama de preto” e que se localiza no estado norte-americano da Carolina do Sul.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira

Francisco Brasil

Marcos Amaral

Twitter: @alexleonello

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