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PLANETA HISTÓRIA: As origens e a história da NASCAR (Parte III de III).

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Na parte II desta fantástica retrospectiva do PLANETA VELOCIDADE, que pode ser revista através do link, PLANETA HISTÓRIA: AS ORIGENS E A HISTÓRIA DA NASCAR (PARTE II DE III) vimos, ao final, que  a década de 70 encerrou-se com a conquista do último campeonato por parte de um piloto que havia acabado por se tornar uma verdadeira lenda viva para a NASCAR, qual seja, Richard Petty.

Richard Petty
Fonte: Divulgação/Internet

Contudo, a década de 1980 que ainda se iniciava não faria por menos, trazendo consigo, logo de cara, o primeiro campeonato de outro grande piloto que se igualaria em número de títulos conquistados pelo rei e que também ganharia milhares de fãs não só nos Estados Unidos como em todo o mundo, qual seja, Dale Earnhardt, também conhecido mais tarde como “the intimidator” (o intimidador), devido as características fortes de sua pilotagem.

Fonte: Divulgação/Internet

Note-se que Earnhadt, aos 29 anos de idade, emergiu na NASCAR e derrotou não só o heptacampeão Richard Petty e, como também, o grande vitorioso e tricampeão Cale Yarborough para conquistar brilhantemente o seu primeiro título na categoria, no ano de 1980, após vencer 5 etapas e obter nada menos do que 24 top 10.

Dale Earnhardt
Fonte: Divulgação/Internet

Em 1981, visando mais uma vez a segurança, as características dos carros mudaram novamente, trazendo, pelo regulamento novos modelos que ficaram sendo conhecidos como os da Geração 3 da NASCAR.

Os carros foram encurtados para se parecerem ainda mais com aqueles que eram vendidos pelas montadoras em suas lojas e a base das rodas foi alterada para a medida de 110 polegadas

Também no ano de 1981 surge a emissora de TV norte americana ESPN, que passou a transmitir várias provas do calendário da NASCAR a partir daquele ano, ao vivo e na íntegra, difundindo ainda mais a categoria e, como consequência, atraindo novos fãs para as pistas.

Darrell Waltrip, outro grande nome da NASCAR conquistou os campeonatos de 1981, 1982 e 1985, sendo os dois primeiros a bordo de um Buick Regall.

Darrell Waltrip
Fonte: Divulgação/Internet

Profundo conhecedor da categoria, Darrell, anos mais tarde passou a ser comentarista esportivo da TV norte-americana e tornou-se um grande ícone nas transmissão das provas, até a metade do ano de 2019, quando definitivamente se aposentou.

Darrell Waltrip e Jeff Gordon
Fonte: Divulgação/Internet

Seu nome também foi lembrado na animação “Cars” como Darrell Cartrip:

Darrell Cartrip
Fonte: Divulgação/Internet

O ano de 1982 foi marcado pela estreia de uma categoria de acesso da NASCAR, com carros menos potentes que a principal, e cujo nome, por razão de patrocínio, era o de Busch Series.

Em verdade, esta categoria já existia, mas não ostentava o nome da NASCAR, como ocorreu a partir daquele ano.

Busch Series
Fonte: Divulgação/Internet

Como sabemos, embora não tenha conquistado mais títulos, Richard Petty continuou disputando as temporadas e, no ano de 1984, mais precisamente na etapa de Daytona, ocorrida no dia 04/07, dia do feriado de independência norte americana, o rei entrava na pista com o seu tradicional carro azul claro nº 43, em busca da sua vitória de número 200.

Em honra a este grande ídolo, esteve presente no circuito ninguém menos do que o então presidente dos Estado Unidos, Ronald Reagan (1911-2004) que, inclusive, deu aos pilotos a ordem de ligar os motores

Richard Petty e Ronald Reagan
Fonte: Divulgação/Internet

Em que pese o fato de Richard Petty não estar mais em seus dias de glória, a confiança na vitória era evidente em grande parte dos torcedores e, como um final épico e feliz dos filmes de Hollywood, ela veio nos metros finais, após uma intensa disputa do rei com outro gigante das pistas, o também experiente Cale Yarborough.

Richard Petty e Cale Yarborough
Fonte: Divulgação/Internet

Vale muito a pena rever os melhores momentos da história fantástica desta prova, através do vídeo que se encontra abaixo:

Ainda não tínhamos conhecimento da verdade que vou revelar agora, mas esta, infelizmente, seria a última vitória do eterno Rei como um piloto da NASCAR.

Richard Petty e Ronald Reagan
Fonte: Divulgação/Internet

O título daquele ano, e naquela prova, acabou ficando nas mãos de outro grande nome para a categoria, qual seja, Terry Labonte, a bordo de seu Chevrolet Monte Carlo nº 44.

Terry Labonte
Fonte: Divulgação/Internet

No ano de 1985 foi criada a All-Star Race, uma prova especial que, em que pese não contar pontos para o campeonato da categoria, reuniu todos vencedores da temporada de 1984.

All-Star Race
Fonte: Divulgação/Internet

No ano de sua criação, esta prova aconteceu no circuito oval de Charlotte, na véspera da tradicional Charlotte 600, e foi vencida por Darrell Waltrip.

No ano de 1986, o local escolhido foi circuito de Atlanta, no estado norte americano da Georgia, no dia 11 de maio, onde Bill Elliott foi o vitorioso.

A partir de 1987 até os dias atuais, a prova voltou a ocorrer em Charlotte, contudo, sempre uma semana antes da etapa de 600 milhas que antecedem o feriado nacional do Memorial Day.

Aliás, em mais uma grande curiosidade da NASCAR, foi neste mesmo ano de 1987 que o intimidador Dale Earnhardt efetuou uma grande ultrapassagem pela grama sobre Bill Elliott que, além de curiosa, acabou por entrar para a história da categoria.

Dale Earnhardt e Bill Elliott
Fonte: Divulgação/Internet

Vale muito a pena assistir o vídeo desta ultrapassagem polêmica e arriscada.

Retomando o assunto principal, em 1985 e 1986, eternizado pelo número 3 e a bordo do mesmo Chevrolet Monte Carlo, voltou à cena o piloto Dale Earnhardt para a conquista de ambos os títulos, tornando-se então tricampeão da categoria e colocando de vez o seu nome na história da NASCAR, mas ainda com muitos feitos e marcas para serem atingidas, como veremos adiante.

Dale Earnhardt
Fonte: Divulgação/Internet

Além de muito competitivo, Dale Earnhardt, com seu característico bigode, era conhecido por guiar de maneira a intimidar os demais competidores, o que acabou por lhe gerar o apelido que lhe marcou pelo resto da carreira: “the intimidator” (o intimidador). Aliás, não era difícil ver Dale Earnhard acompanhado de seu filho Dale Earnhardt Jr. nos circuitos durante os finais de semana de corrida, que, anos mais tarde, também seria idolatrado pela torcida norte americana da NASCAR

Dale Earnhardt
Fonte: Divulgação/Internet

Bill Elliott, pai do atual piloto da equipe Hendrick Chase Elliott, foi o campeão do ano de 1988 com o seu Ford Thunderbird.

Bill Elliott
Fonte: Divulgação/Internet

Vale aqui mencionar que Bill Elliott é o grande recordista de velocidade na NASCAR, quando, no ano de 1987, atingiu a incrível marca de 212.809 milhas por hora (cerda de 342.483 km/h) de média no superspeedway de Talladega.

Bill Elliott
Fonte: Divulgação/Internet

Na prova realizada naquele mesmo final de semana em Talladega, Bobby Allison sofre um forte e espetacular acidente na última volta e, embora tenha saído ileso do mesmo, acabou por acender uma luz vermelha diante dos olhos dos dirigentes da NASCAR

Bobby Allison
Fonte: Divulgação/Internet

Confira abaixo o vídeo com os detalhes impressionantes deste fortíssimo acidente:

Por conta desta velocidade incrivelmente alta, que colocaria em risco os pilotos, a NASCAR resolveu adotar o uso de placas restritoras nos motores de seus carros nos superspeedways.

Placas Restritoras
Fonte: Divulgação/Internet

Rusty Wallace, com seu Pontiac Grand Prix de número 27, conquistou o campeonato de 1989 e também colocou seu nome na história da NASCAR.

Rusty Wallace
Fonte: Divulgação/Internet

Com um violento número de baixas em corridas, faleceram, lamentavelmente, neste período de 10 anos da década de 1980 os pilotos Ricky Knotts (no dia 04/02/1980, no Daytona International Speedway); Bruce Jacobi (no dia 17/02/1983, no Daytona International Speedway); Terry Schoonover (no dia 11/11/1984, no Atlanta Internacional Raceway); Rick Baldwin (em 14/06/1986, no Michigan International Raceway); e Grant Adcox (no dia 19/11/1989, no Atlanta International Raceway).

Ao final de mais uma década de muita velocidade, os campeões da NASCAR Winston Cup dos anos 1980 foram os seguintes:

Fonte: Divulgação/Internet
Fonte: Divulgação/Internet

Depois disso, os anos 1990 estavam se iniciando, com a promessa de ainda mais emoções naquela que já era a maior e mais importante categoria de automobilismo dos Estados Unidos.

Com eles, vieram também a consagração do intimidador Dale Earnhardt como um dos maiores nomes da história da categoria e conquistando, logo de início, os campeonatos dos anos de 1990 e 1991, a bordo de seu Chevrolet Lumina preto, com o número 3 que o eternizou.

Dale Earnhardt
Fonte: Divulgação/Internet

A partir do ano de 1992, todas as corridas da NASCAR passaram a ser exibidas na íntegra pela TV americana, embora algumas delas ainda fossem ao ar como reprise.

Naquele mesmo ano, os carros sofreram novamente uma grande mudança e a categoria passou a adotar em suas provas a geração 4 dos mesmos, onde equipes gastaram horas em túneis de vento, a fim de obterem ganhos aerodinâmicos.

A frente e a traseira dos carros passaram a ser feitas com fibra de vidro, da mesma forma que os carros saíam da linha de montagem.

Fonte: Divulgação/Internet

Como se não bastassem tantas coisas para o ano de 1992, o mesmo também representava o fim de uma era, uma vez que o rei Richard Petty deixaria as pistas no final daquele ano.

Vale dizer que o campeonato daquele ano acabou por ser conquistado pelo piloto Allan Kulwicki e seu Ford Thunderbird.

Em outra grande curiosidade da NASCAR, vale apontar que Kulwicki, de origem Polonesa, após vencer a etapa de Phoenix, no ano de 1988, deu, durante sua comemoração uma volta no sentido inverso da pista que, ao fim, restou conhecida como sendo a “volta polaca”, repetida por muitos pilotos até os dias atuais.  Veja:

Infelizmente, no ano seguinte ao título conquistado, no dia 01/04/1993, aos 38 anos de idade Kulwicki veio a falecer em decorrência de um acidente aéreo do estado norte americano do Tennessee.

Allan Kulwicki
Fonte: Divulgação/Internet

Contudo, a última etapa daquela temporada, ainda realizada no oval de Atlanta, no estado Georgia, marcada pela despedida rei, merece comentário especial.

Ocorre que, após a largada, Petty se envolveu em um acidente e seu carro chegou a ter um princípio de incêndio, fazendo com que o piloto deixasse a pista, tendo seu Chevrolet Monte Carlo recolhido para a área das garagens.

Richard Petty
Fonte: Divulgação/Internet

Mas um Rei tinha que terminar a sua última prova!

Assim, em um gesto que só se vê na NASCAR, mecânicos de vários outros times se dirigiram aos boxes da equipe RPM e, em mutirão, devolveram o carro do Rei para a pista, permitindo que Petty completasse aquela corrida vencida por Bill Elliott na 35ª colocação muitas voltas atrás do líder.

Tal como concluiu esta etapa final, o carro 43 de Richard Petty encontra-se em exposição no museu nacional da história americana, localizado em Washington – DC.

carro 43 de Richard Petty no Museu Nacional da História Americana,
Fonte: Divulgação/Internet

Embora tivesse deixado de lado o capacete, as luvas e o volante, Richard Petty, em verdade, jamais saiu do mundo da NASCAR, posto que, até a presente data, ainda comanda a sua equipe na Monster Cup (RPM – Richard Petty Mortorsports) e é constantemente visto nos circuitos, observando de perto o trabalho dos pilotos que ainda representam o seu bom e velho numeral 43.

Richard Petty
Fonte: Divulgação/Internet

Mas, como sempre dizemos aqui, a tristeza da despedida do Rei naquela prova de Atlanta de 1992 veio com uma dose de conforto que só seria descoberta mais tarde, visto que também marcou a estreia de um jovem piloto de bigode ralo e que, a bordo do carro nº 24 da equipe de Rick Hendrick, se tornaria uma outra grande  lenda da NASCAR.  Seu nome: Jeff Gordon!

Jeff Gordon
Fonte: Divulgação/Internet

Dale Earnhardt entra novamente em cena conquista os campeonatos das temporadas de 1993 e 1994, igualando o recorde de 7 títulos já conquistados pelo rei Richard Petty.

Dale Earnhardt
Fonte: Divulgação/Internet

O impressionante acidente de Rusty Wallace, ocorrido na volta final da etapa de Talladega de 1993 marcou a NASCAR.

O impressionante acidente de Rusty Wallace
Fonte: Divulgação/Internet

Felizmente, o campeão saía ileso, mas vale a pena ver novamente as imagens.

Embora sob argumentos e condições absolutamente distintas, este fantástico acidente também foi reproduzido na já mencionada animação “Carros

Fonte: Divulgação/Internet

Veja abaixo:

O ano de 1994 marcou para sempre a vida de Dale Earnhardt, uma vez que, ainda na prova de Daytona, no início da temporada, enfrentou a perda de seu grande amigo Neil Bonnett, após um grave acidente durante os testes.

Neil Bonnett
Fonte: Divulgação/Internet

Por conta do forte relacionamento de amizade existente entre estes dois grandes pilotos, algumas pessoas mais próximas a ambos relatam que Earnhardt passou a ver as coisas e a carreira com outros olhos, entendendo que as consequências para a profissão que exerciam poderiam ser fatais.

Neil Bonnett e Dale Earnhardt
Fonte: Divulgação/Internet

Mas, em que pese tantos títulos, Earnhadt ainda não possuía em seu currículo a conquista de uma Daytona 500.

No ano de 1995 uma terceira categoria foi criada, utilizando-se de picapes e que tinha o nome de NASCAR SuperTruck Series que, já no ano de 1996, passou a ser denominada como Craftsman Truck Series.

Logo Craftsman Truck Series
Fonte: Divulgação/Internet

Naquele mesmo ano de 1995, chegou a vez do novato que estreou em 1992, Jeff Gordon, conquistar seu lugar ao sol na NASCAR e fatura o seu primeiro título na Winston Cup.

Jeff Gordon
Fonte: Divulgação/Internet

Vale dizer que, naquela década, tal feito ainda se repetiu nos anos de 1997 e 1998, concretizando, até então, o seu tricampeonato.

Jeff Gordon
Fonte: Divulgação/Internet

Embora com um bom relacionamento fora das pistas, o jovem, porém gigante, Jeff Gordon conseguia superar o grande intimidador do carro nº 3.

Dale Earnhardt e Jeff Gordon
Fonte: Divulgação/Internet

O título do ano de 1996 ficou por conta de Terry Labonte e deu Chevrolet Monte Carlo número 5.

Terry Labonte
Fonte: Divulgação/Internet

No ano de 1997, as provas da NASCAR que já eram apresentadas na íntegra e em sua totalidade pela TV nos Estados Unidos, passaram também a ser exibidas ao vivo. No ano de 1998, embora permanecesse no carro nº 3 da equipe de Richard Childress, Dale Earnhardt resolve criar a sua própria equipe.

Fonte: Divulgação/Internet

Vale dizer que, naquele mesmo ano, o gigante intimidador finalmente conquistou a sua primeira Daytona 500, no dia 15/02.

Após receber na frente a bandeira quadriculada e vencer aquela tão sonhada etapa, Earnhardt recebeu os cumprimentos por sua conquista por simplesmente TODOS os integrantes de TODAS as equipes, que se enfileiraram na área dos boxes em homenagem ao grande piloto.

Dale Earnhardt
Fonte: Divulgação/Internet

O final desta prova empolgante e tão importante pode ser revisto através do vídeo abaixo:

Em 1999 o título da temporada ficou por conta do piloto Dale Jarret, com seu Ford Taurus nº 88.

Dale Jarret
Fonte: Divulgação/Internet

Naquela década, os pilotos que a NASCAR perdeu foram os seguintes: J. D. McDuffie (no dia 11/08/1991, no Watkins Glen International); Neil Bonnett (no dia 11/02/1994, no Daytona International Speedway); e Rodney Orr (no dia 14/02/1994, no Daytona International Speedway).

Dito tudo isso, os campeões da NASCAR Winston Cup da Década de 1990 foram os seguintes:

Fonte: Divulgação/Internet

Com relação a Busch Series, os títulos daquela categoria de acesso ficaram por conta dos pilotos:

Fonte: Divulgação/Internet

Por fim, a terceira e recém-criada categoria da NASCAR, a Truck Series, apresentou os seguintes campeões, nos anos de 1990:

Fonte: Divulgação/Internet

Com a chegada dos anos 2000 e, ainda, a virada do século, a NASCAR estava mais popular do que nunca em todas as suas três principais categorias.

De cara, no ano 2000, Bobby Labonte, a bordo do Pontiac Grand Prix nº 18 da equipe de Joe Gibbs, chega forte para conquistar o seu primeiro título na categoria, assim como fez o seu irmão, no ano de 1996, Terry Labonte.

Bobby Labonte
Fonte: Divulgação/Internet

A temporada de 2001 começou da pior forma possível.

Logo na primeira etapa, a tradicional Daytona 500, realizada no dia 18/02, a bandeira branca já havia sido agitada e restava apenas uma única volta para o final da prova.

Os dois carros da equipe de Dale Earnhardt lideravam a prova, com Michael Waltrip, a bordo do carro 15 em primeiro e seu filho, Dale Earnhardt Jr., com o caro número 8, no segundo posto.

O próprio Dale Earnhard, com seu carro 3 da RCR, vinha pela 3ª colocação, o que deveria ser um final épico, histórico e absolutamente inesquecível.

Deveria, mas queria o destino que não fosse assim.

Envolvido em um toque com o piloto do carro 18, Sterling Marlin, Dale Earnhardt, que ainda insistia no uso de capacetes abertos e de cintos de segurança mais frouxos que o recomendado, vai de frente no muro de proteção.

Acidente fatal de Dale Earnhardt
Fonte: Divulgação/Internet

Veja o momento do acidente:

Pouco tempo depois, chegava a infeliz notícia de que o intimidador e heptacampeão da NASCAR, Dale Earnhardt estava morto. Era a primeira vez que a NASCAR perdia um de seus campeões durante uma prova e isso foi um grande golpe para dirigentes e fãs da categoria.

Fãs da categoria
Fonte: Divulgação/Internet

Darrell Waltrip, ex-campeão da categoria e que narrava a prova naquela oportunidade, vivia um estranho misto de emoções, uma vez que assistia a vitória de seu irmão, Michael Waltrip e, ao mesmo tempo, a perda de um amigo.

Depois deste episódio, os investimentos em segurança por parte da categoria se tornaram ainda maiores tornando-a NASCAR uma das categorias de stock car mais seguras do mundo.

Na prova seguinte, sem Dale, o carro nº 3 não estava na pista e Kevin Harvick teve a função de assumir o posto na equipe, a bordo do carro nº 29 e, naquela prova em Atlanta, após grande, espetacular e inesquecível duelo, com uma chegada fascinante, dividida com Jeff Gordon, o novato venceria a corrida.

Kevin Harvick e Jeff Gordon
Fonte: Divulgação/Internet

Tão logo cruzou a linha de chegada, o vencedor Kevin Harvick ergueu sua mão esquerda para fora do carro e vez a uma belíssima reverência ao falecido herói do carro número 3, levando todos os ali presentes ao delírio e às lágrimas.

Kevin Harvick
Fonte: Divulgação/Internet

O campeão daquele ano, pela quarta vez na categoria, acabaria sendo ninguém menos do que o grande Jeff Gordon, a bordo de seu tradicional carro nº 24 da equipe de Rick Hendrick.

Jeff Gordon
Fonte: Divulgação/Internet

Em 2002 era novamente a vez da equipe Joe Gibbs, com outro renomado piloto da categoria, conquistar o título da temporada, qual seja, Tony Stewart, carinhosamente chamado de Smoke.

Tony Stewart
Fonte: Divulgação/Internet

Cumpre apontar que Stwart conquistaria o seu bicampeonato no ano de 2005, ainda no carro nº 20 da equipe Gibbs que, pelas cores do patrocínio que o acompanhava, lhe tornou conhecido naquele meio como “o agente laranja”.

Um outo impressionante acidente ocorreu na NASCAR no ano de 2003, entre Todd Bodine e Kenny Wallace, mais precisamente na etapa de Michigan.

Todd Bodine e Kenny Wallace
Fonte: Divulgação/Internet

Veja o vídeo:

Ainda assim, cumpre mencionar que o campeão da temporada de 2003 foi o piloto Matt Kenseth, a bordo do Ford Taurus nº 17 da equipe de Jack Roush.

Tal título se deu por conta da regularidade de Kenseth, uma vez que o mesmo, naquela temporada, só havia ganhado uma única prova, em Las Vegas, no dia 02/03.

Matt Kenseth
Fonte: Divulgação/Internet

Por conta do ocorrido na temporada anterior, a partir do ano de 2004, a NASCAR abandonou o sistema de pontos corridos para a conquista do campeonato e criou a regra do Chase, onde um determinado grupo de pilotos, formado especialmente pelo critério de vitórias, disputariam o título entre si nas etapas finais, com a eliminação dos competidores com piores resultados após um certo número de provas, até chegarem apenas 4 para a última corrida do campeonato, onde seria efetivamente disputado o título.

Cumpre dizer que, a partir desta temporada de 2004, depois de muitos anos, o patrocinador na NASCAR mudou e sua categoria principal passou a ser chamada de Nextel Cup Series.

Logo Nextel Cup Series
Fonte: Divulgação/Internet

Assim, sob nova nomenclatura e com estas regras diferentes dos anos anteriores, guiando o carro número 97 da forte equipe de Jack Roush, Kurt Busch, que ainda está em atividade até os dias atuais a NASCAR, conquistou com louvor o campeonato daquele ano.

Kurt Busch
Fonte: Divulgação/Internet

Daí por diante, no ano de 2006, iniciou-se o período de conquista de campeonatos daquele que se tornaria mais uma das grandes lendas da NASCAR, qual seja, Jimmie Johnson, com seu eterno carro 48 da equipe Hendrick Motorsports. Inserido na NASCAR por vontade e investimento pessoal de Jeff Gordon, Johnson conquistou os sucessivamente os campeonatos de 2006, 2007, 2008 e 2009, tornando-se, até então, tetracampeão da categoria ao final dos anos 2000.

Jimmie Johnson
Fonte: Divulgação/Internet

A partir do ano de 2007 estrearam na categoria os carros da geração 5 que, por sua vez, visando maior segurança aos pilotos, tinha como principais mudanças o corpo de chassi comum para todas as montadoras, reduzindo a necessidade de carros específicos para cada pista, além de divisor dianteiro e opções de ajuste aerodinâmico na asa traseira.

Jimmie Johnson
Fonte: Divulgação/Internet

Por fim, no ano de 2008 ocorre nova mudança de patrocínio e, para dar nome a categoria principal, a Sprint chega para a NASCAR.

Fonte: Divulgação/Internet

Já em 2009, foi a vez da segunda categoria da NASCAR mudar de nome, passando a ser Nationwide Series.

Fonte: Divulgação/Internet

Da mesma forma, naquele ano, a Truck Series mudou de nome, passando a ser chamada de Camping World Truck Series.

Fonte: Divulgação/Internet

Naquela década, além da mencionada morte do intimidador Dale Earnhardt, na Daytona 500 do dia 18/02/2001, apenas mais um piloto perdeu a vida na NASCAR, qual seja, Kenny Irwin Jr, no dia 07/07/2000, no New Hampshire International Speedway.

Vale apontar, ainda, que os campeões daquela década, na Sprint Cup, principal categoria da NASCAR, foram os seguintes:

Fonte: Divulgação/Internet

Na segunda principal categoria, a então chamada Nationwide Series, os campeões foram os pilotos abaixo relacionados:

Fonte: Divulgação/Internet

Na categoria das picapes, a chamada Camping World Truck Series, os campeões daquela década foram os seguintes:

Fonte: Divulgação/Internet

Embora a década de 2010 já tivesse chegado formalmente, o grande personagem principal de seus últimos anos continuava sendo o mesmo até então, uma vez que Jimmie Johnson havia conquistado mais uma vez aquele campeonato.

Jimmie Johnson
Fonte: Divulgação/Internet

Importante dizer que Johnson ainda repetiria seu feito nos anos de 2013 e 2016, quando então tornou-se heptacampeão e igualou as grandes e maiores conquistas de Richard Petty e de Dale Earnhardt no mundo da NASCAR.

Jimmie Johnson
Fonte: Divulgação/Internet

O campeonato de 2011 apresentou uma situação no mínimo inusitada, onde dois de seus pilotos (Carl Edwars e Tony Stewart), ao final, tiveram o mesmo número de pontos conquistados (2.403), tendo Stweart levado a melhor e conquistado o seu tricampeonato.

Fonte: Divulgação/Internet

Edwards, famoso pelos saltos mortais que dava ao vender uma prova, correria na NASCAR até o final do ano de 2016 e mesmo sendo idolatrado por muitos, acabou por, infelizmente jamais conquistar nenhum título na categoria.

Carl Edwars
Fonte: Divulgação/Internet

No ano 2012 foi a vez da Dodge e da equipe de Roger Penske conquistar o título da temporada, com o carro nº 2 de Brad Keselowski.

Brad Keselowski
Fonte: Divulgação/Internet

A temporada de 2013 marcou a estreia dos carros da geração 6 da NASCAR que, por sua vez, com painéis de corpo único colocados nos chassis existentes, passaram a ser mais parecidos com os automóveis que eram comercializados nos Estados Unidos, trazendo consigo o retorno da essência da chamada Stock Car.

Fonte: Divulgação/Internet

Tal geração de carros permanece nas pistas até os dias atuais, e vêm recebendo melhorias e modificações voltadas para a estreia da Geração 7 da categoria, prevista para o início da temporada de 2021, talvez com inovadora tecnologia híbrida.

Segue abaixo o quadro comparativo dos carros da NASCAR, bem como todas as evoluções dos mesmos, desde sua criação até os dias atuais:

Fonte: Divulgação/Internet

Kevin Harvick, que já havia sido campeão na segunda categoria da NASCAR, acabou por conquistar também o título da temporada de 2014, a bordo do Chevrolet SS nº 4 da equipe Stewart-Haas Racing

Kevin Harvick
Fonte: Divulgação/Internet

Em 2015, a Nationwide se despede da segunda principal categoria da NASCAR e dá lugar a outra empresa como patrocinadora, passando a chamar-se Xfinity Series.

Fonte: Divulgação/Internet

Naquele ano um novo acidente impressionante aconteceria com Austin Dillon, na volta final da etapa de Daytona, onde foi literalmente arremessado contra o alambrado, saindo, felizmente, absolutamente ileso ao final.

Acidente impressionante com Austin Dillon
Fonte: Divulgação/Internet

Assista a este impressionante vídeo:

Aliás, o final do ano de 2015 marcou também a despedida das pistas de Jeff Gordon, piloto do eterno carro 24 da equipe Hendrick que chegou à grande final da temporada, em Homestead Miami, após vencer de forma extraordinária a etapa de Martinsville nos playoffs.

Fonte: Divulgação/Internet

Desde então, Gordon passou a ser comentarista esportivo de uma emissora de TV norte americana.

Ao final, igualando o feito de seu irmão mais velho, Kurt Busch, o piloto do Toyota Camry nº 18 da equipe de Joe Gibbs, Kyle Busch, conquista o campeonato da Sprint Cup.

Kyle Busch
Fonte: Divulgação/Internet

Vale lembrar que, ainda no início daquele ano, em Daytona, enquanto disputava uma prova da Xfinity Series, Kyle Busch sofreu um forte acidente na pista, que resultou em fraturas em ambas as suas pernas.

Kyle Busch
Fonte: Divulgação/Internet

Com isso, o piloto ficou fora das pistas por longos períodos e, mesmo em total desvantagem, voltou, venceu, se classificou para os playoffs e, ao fim, sagrou-se o campeão daquele ano, em uma história épica de superação pessoal, bem digna da NASCAR.

O ano seguinte (2016), além do já mencionado sétimo título de Jimmie Johnson, também foi marcado pela despedida de outro grande nome da NASCAR, qual seja, Tony Stewart.

Considerado um dos últimos grandes pilotos da velha escola da NASCAR, Stewart, também conhecido carinhosamente como “Smoke”, em parceria com Gene Haas, já era sócio da equipe Stewart-Haas Racing pela qual guiava e, sua saída do carro nº 14 deu lugar a seu amigo pessoal, o veterano Clint Bowyer.

E homenagens não faltaram para Stweart no decorrer daquela que seria a sua última temporada como piloto.

Clint Bowyer
Fonte: Divulgação/Internet

No ano de 2017, a empresa de telefonia Sprint também saía de cena e dava lugar ao patrocínio da Monster Energy, dando lugar ao nome de Monster Energy NASCAR Cup Series.

Fonte: Divulgação/Internet

Da mesma forma, a logomarca da própria NASCAR é alterada e reestilizada, depois de 31 anos que havia passado sem qualquer modificação.

Fonte: Divulgação/Internet

Em uma daquelas histórias de patinho feio, a pequena equipe de Denver, no Colorado, que surgiu se uma fábrica e venda de móveis, a Furniture Row, em parceria com a Gibbs, conquistou o campeonato do ano de 2017 com Martin Truex Jr, em seu Toyota Camry nº 78.

Martin Truex Jr
Fonte: Divulgação/Internet

Vale mencionar que, na categoria principal, o ano 2018, que trouxe várias vitórias de Kevin Harvick, Kyle Busch e Martin Truex Jr., ao contrário do que diria a lógica, foi novamente a vez da equipe Penske conquistar um título, desta vez com o piloto Joey Logano, com seu Ford Fusion nº 22.

Joey Logano
Fonte: Divulgação/Internet

No ano de 2019, a Truck Series também muda seu patrocinador, a passa a se chamar NASCAR Gander Outdoors Truck Series.

Fonte: Divulgação/Internet

Com muito orgulho e alegria, pode-se afirmar que nenhum piloto da NASCAR perdeu a vidas nas pistas durante esta década de 2010.

Até o presente momento, os campeões da Monster Energy NASCAR Cup Series nesta década de 2010 que ainda estamos vivenciando são os seguintes:

Fonte: Divulgação/Internet

Na segunda mais importante da categoria, a Xfinity Series, até então levantaram os canecos dos campeonatos daquela década os seguintes pilotos:

Fonte: Divulgação/Internet

Ao fim, e da mesma forma, na NASCAR Gander Outdoors Truck Series, os campeonatos foram conquistados por:

Fonte: Divulgação/Internet

Não podemos deixar de lembrar, ainda, que a NASCAR também existe em outros, países e continentes, como é o caso do Canadá, do México e Europa.

Fonte: Divulgação/Internet

Caro leitor, embora extenso, é certa a realidade de que o presente texto jamais seria capaz de esgotar a fundo todo o tema da NASCAR, com seus pilotos incríveis, circuitos lendários e finais de prova de tirar o fôlego.

Em verdade, com tanta estrada e muitas milhas percorridas até hoje, o que se vê é que esta importante categoria não é simplesmente uma competição de stock cars, mas também uma verdadeira paixão, que move milhares e milhares de pessoas todos os anos, além de entusiasmar outros tantos que a vêm pela primeira vez.

Estamos diante de uma categoria que honra o seu país, seus heróis do passado e seus pilotos. Que se orgulha de sua história e de suas tradições, comemorando-as em grande estilo festivo e permitindo que torcedores de todas as idades compareçam a seus eventos e lá, como famílias que são, tenham uma perfeita comunhão com pilotos e demais membros das equipes.

Assim, a NASCAR não se faz só disputas, velocidade e big ones, mas é também respeito, patriotismo, honra, companheirismo e valorização de seus fãs e das demais pessoas que fazem de sua existência tão longa uma realidade.

Aponto que a ideia principal era trazer aos amantes desta categoria o conhecimento básico dos caminhos que ela percorreu até chegar ao sucesso e a importância que representa para o automobilismo não só dos Estados Unidos, como também do mundo, já que não se pode negar que a categoria é referencia primária em todo o globo.

Pilotos, equipes e outras conquistas e detalhes individuais certamente serão tema de outros textos do PLANETA HISTÓRIA.

Sendo assim, nos encontraremos em breve.

Até lá!

Alex Leonello Teixeira

Twitter: @alexleonello

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