SC- Últimas Notícias

Stock Car: Shell vê dobradinha no Velo Città escapar por problemas nos carros, mas termina com seus pilotos no top 10

  •  
  •  

Átila Abreu e Ricardo Zonta chegam a comandar corrida 2 mas sofrem com falhas de direção e freios; Gaetano di Mauro tem boa reação

Átila Abreu Divulgação

A Shell esteve perto de mais uma vitória e uma dobradinha na temporada da Stock Car, no Velo Città, mas problemas fizeram com que Ricardo Zonta e Átila Abreu cruzassem respectivamente em quinto e décimo na segunda corrida deste domingo. Na prova 1, os dois também chegaram ao top10, em sexto e décimo – Gaetano di Mauro foi o 11º na corrida 2, e Galid Osman não somou pontos na etapa.

A largada da primeira prova se deu atrás do safety car por causa da pista molhada. Depois de duas voltas, a bandeira verde foi agitada, e, enquanto Átila e Zonta mantiveram a sétima e 11ª colocações, Gaetano ganhou seis posições nas primeiras voltas.

Gaetano di Mauro e Galid Osman Divulgação

Na quinta passagem, Abreu assumiu o sexto lugar, e, nas voltas 8 e 9, Ricardo ganhou seguidamente duas posições. O progresso do paranaense continuou, e na 11ª volta ele subiu para oitavo, enquanto Di Mauro ganhou a 14ª colocação. Fazendo a melhor volta, Zonta subiu para sétimo antes do pit stop obrigatório.

A pista secou definitivamente bem no momento dos pit stops, e, na dança das paradas, o paranaense subiu para sétimo, e o sorocabano ficou em décimo. Zonta ainda ganhou outra posição no fim e terminou em sexto, com Átila em décimo, garantindo a pole da segunda prova, Gaetano em 16º e Galid em 22º.

Ricardo Zonta Divulgação

Átila manteve o primeiro lugar na largada da corrida 2, com Zonta em quarto; Gaetano escapou das confusões e ficou em 16º, e Galid foi envolvido num contato e caiu para o fim do pelotão, com o carro danificado. Di Mauro seguiu escalando o pelotão e subiu para 11º em apenas cinco minutos de corrida.

Controlando bem seus adversários, Átila liderou a prova até o pit stop obrigatório, e Zonta se manteve colado no segundo e terceiro colocados. O paranaense foi o primeiro dos pilotos da Shell a parar, e o sorocabano estendeu sua janela o máximo possível.

As táticas foram diferentes, mas perfeitas, e Átila e Zonta estabeleceram a dobradinha da Shell depois dos pit stops. Gaetano também evoluiu e chegou ao top10. Faltando menos de dez minutos, a briga direta pela liderança ficou com os pilotos da Shell.

Ricardo Zonta Divulgação

Mas na parte final da prova, Zonta ficou mais lento com problemas nos freios, e o carro de Átila também perdeu desempenho, com falha na direção hidráulica. O paranaense ainda conseguiu cruzar a linha de chegada em quinto, e Abreu repetiu o décimo lugar da prova 1, logo à frente de Gaetano – Galid fechou em 23º.

A penúltima corrida da temporada da Stock Car será disputada daqui a duas semanas, em Goiânia.

O que eles disseram:

“O carro quebrou, e fiquei sem direção hidráulica. Começou a vazar óleo na última curva, e fiquei sem direção nenhuma. Foi impossível andar rápido com esse carro, se tivesse mais duas voltas, teria de parar, não aguentava mais virar. Dei muitas voltas sem direção.”
Átila Abreu, piloto do carro #51 na Shell V-Power

“Escolhemos abastecer bastante e trocar os quatro pneus na primeira corrida, o que era o normal com a mudança para slick. As condições eram perfeitas para a segunda corrida, tanto que os dois carros saíram juntos dos boxes para a dobradinha. Mas já quando eu vim para o box, meu pedal já ficou muito fundo. Quando voltei para a pista tentei bombar o pedal por toda a reta para não perder o freio, mas em várias curvas fiquei sem freio e passei reto. Hoje a experiênica fez diferença para terminar entre os cinco porque ficou muito difícil com os problemas de freio. O pódio era certeza para os dois carros, uma pena perdê-lo, seria muito legal subir de novo ao pódio aqui.”
Ricardo Zonta, piloto do carro #10 na Shell V-Power

“Foi bem difícil para nós, estávamos bem até na corrida 1 na chuva. Depois, a estratégia de vir secando meio que igualou todo mundo, os ponteiros conseguiram abastecer. Não deu para dar nenhum pulo diferente na corrida, mas era o que dava. Não tinha mais o que fazer, tirei o máximo que dava do carro no fim de semana, e os pontos que colhemos eram o que a gente tinha, então estou contente com isso.”
Gaetano di Mauro, piloto do carro #11 na Shell Helix Ultra

“Na verdade optamos na primeira corrida largar de slick, o que foi uma decisão errada, e depois para a segunda corrida estávamos calçados com pneu bom e combustível. Mas na largada alguém acertou a minha traseira com muita força e acabou com meu carro, tirou todas as nossas chances.”
Galid Osman, piloto do carro #28 na Shell Helix Ultra


Resultado da corrida 1:

1º T.Camilo – 42m38s414
2º G.Casagrande – a 8s000
3º D.Serra – a 15s566
4º C.Bueno – a 16s196
5º J.Campos – a 18s902
6º R.Zonta – a 20s328
7º F.Fraga – a 21s851
8º B.Baptista – a 27s585
9º D.Nunes – a 28s070
10º Á.Abreu – a 29s618


Resultado da corrida 2:

1º B.Baptista – 43m01s964
2º D.Nunes – a 1s445
3º D.Serra – a 1s611
4º R.Maurício – a 2s635
5º R.Zonta – a 10s387
6º R.Barrichello – a 11s223
7º J.Campos – a 11s621
8º C.Ramos – a 12s233
9º C.Bueno – a 15s678
10º Á.Abreu – a 17s630

Sobre a Raízen:

A Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, se destaca como uma das empresas de energia mais competitivas do mundo e uma das maiores em faturamento no Brasil, atuando em todas as etapas do processo: cultivo da cana, produção de açúcar, etanol e energia, comercialização, logística interna e de exportação, distribuição e varejo de combustíveis. A companhia conta com cerca de 30 mil funcionários, que trabalham todos os dias para gerar soluções sustentáveis que contribuam para o desenvolvimento do país, como a produção de bioeletricidade e etanol de segunda geração a partir dos coprodutos da cana-de-açúcar. Com 26 unidades produtoras, a Raízen produz cerca de 2,0 bilhões de litros de etanol por ano, 4,2 milhões de toneladas de açúcar e tem capacidade para gerar cerca de 940 MW de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar. A empresa também está presente em 66 bases de abastecimento em aeroportos, 67 terminais de distribuição de combustível e comercializa aproximadamente 25 bilhões de litros de combustíveis para os segmentos de transporte, indústria e varejo. Conta com uma rede formada por mais de 6.000 postos de serviço com a marca Shell, responsáveis pela comercialização de combustíveis e mais de 950 lojas de conveniência Shell Select. Além disso, a companhia mantém a Fundação Raízen, que busca estar próxima da comunidade, oferecendo qualificação profissional, educação e cidadania. Criada há mais de 14 anos, a Fundação Raízen possui seis núcleos no interior do estado de São Paulo e um em Goiás e já beneficiou mais de 13 mil alunos e mais de 4 milhões de pessoas com ações realizadas desde 2012.

Prezado jornalista: Na etapa do Velo Città neste fim de semana, a Shell Racing divulga apenas imagens amadoras feitas pelos telefones celulares de seus profissionais. A medida é um protesto pela ausência forçada do fotógrafo José Mário Dias na etapa. Profissional premiado e com vasta experiência de cobertura dos principais eventos de automobilismo no planeta, José Mário Dias é o fotógrafo oficial da maior patrocinadora do esporte a motor no Brasil. Ele cumpre suspensão nesta etapa da Stock Car. Com o envio de fotos amadoras, a Shell Racing expressa inconformidade com a punição imposta ao seu prestador de serviço.

Foto destaque Divulgação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *