Corridas

Venda de único Autódromo coloca prática do Automobilismo em risco no Ceará.

  •  
  •  

Menos um Autódromo, infelizmente no Brasil é assim que contabilizamos nossas praças automobilísticas, desta vez a ameaça vem da Região Nordeste, conhecida justamente pela carência destes espaços.

Prestes a completar 50 anos, o Autódromo Internacional Virgílio Távora, localizado no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza no Ceará, único no Estado, foi colocado à venda pelo Governo Estadual, através de um projeto de lei que permite a venda de alguns imóveis cuja manutenção pelo poder público acabe gerando altos custos. Colocando desta forma, soa até bem, mas não é bem assim.

O Autódromo de Eusébio é o único em todo o Ceará, e embora possa ser oneroso para a atual gestão, gera milhares de empregos diretos e indiretos, além de gerar entretenimento para a população da região, e em outras épocas não muito distante, colaborou e muito para o desenvolvimento, trazendo categorias como Stock Car e Fórmula Truck e atraindo público até outros estados.

A notícia da venda pegou a comunidade automobilística da região de surpresa, com o calendário de eventos coordenados pela FCA Federação Cearense de Automobilismo, que segundo apuramos, arca inclusive com alguns custos de manutenção. Segundo o Presidente da FCA Lutianne Dantas declarou ao Diário do Nordeste, a Federação foi surpreendida quando em abril a SEJUV Secretaria do Esporte e Juventude do Ceará, simplesmente suspendeu todas as atividades agendadas no Autódromo até o final de 2019. Essa medida seria necessária para que o estado reassumisse o controle da praça, que até então era administrada pela FCA.

Em seguida uma proposta do Governador Camilo Santana foi votada em regime de urgência na Assembleia Legislativa e aprovada, a proposta que visa a venda do Autódromo conta também com outros imóveis, mas sem a menor dúvida, a que mais fará vítimas será esta, afinal estamos tratando de praticamente a extinção da prática do automobilismo na Região.

Uma alternativa para se continuar praticando o automobilismo, seria o Autódromo de São Miguel na Paraíba, porém este está a cerca de 700 km de distância, o que praticamente sepulta a prática do esporte no Estado. A FCA e a Secretaria de Esporte e Juventude pretendem se reunir com o intuito de encontrar uma alternativa, esta seria um outro terreno onde se pudesse construir uma nova pista, mas esta história conhecemos bem a exemplo do que foi em Jacarepaguá no Rio de Janeiro.

Opinião Regii Silva: 

O assunto é delicado e já conhecem minha posição a respeito de desativar praças esportivas, principalmente autódromos, diferente do que ocorre com o AIC Autódromo Internacional de Curitiba, o Autódromo de Eusébio está sobre um terreno que pertence ao Estado, e embora reconheça as condições de penúria de Estados e Municípios Brasil a fora, creio que devam haver outras alternativas, como por exemplo entregar em concessão à iniciativa privada, ou até mesmo a venda do terreno, porém prevendo que ali deva haver a praça automobilística por um período de tempo que permita a construção de outra, enfim, vender simplesmente para fazer caixa, é  simplesmente dar as costa a uma comunidade de Pilotos, Chefes de Equipe, Mecânicos e Apaixonados pelo esporte.          

É preciso de uma vez por todas, que o Automobilismo seja tratado como um Esporte, não como um Hobby, é preciso pensar da seguinte maneira, o Governo do Estado venderia o único Estádio de Futebol do Ceará? Venderia a única quadra de Basquete, Vôlei ou Futsal? Venderia a única pista de Atletismo? Então que o próprio Governador senhor Camilo Santana responda, porque vender o único Autódromo do Ceará?

Foto Divulgação/Internet

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *